Como eu fiquei viúva

Tenho 45 anos. Meu marido tinha 55.

Hoje faz um pouco mais de duas semanas que ele morreu. Foi no dia 27 de abril.
Nós comemoramos em março 10 anos de casados.

Naquele dia, passamos a tarde juntos, fazendo coisas caseiras até a hora de sairmos para pegar nossa filha na escola e de lá irmos para nossas aulas de tênis. Como fazíamos sempre, tivemos nossas aulas, mas ele jogou mais do que devia. Se cansou muito e depois de muito cansado foi desafiado a  jogar mais um set. Ele ganhou os três jogos naquele dia e sacou bem o danado. Mas saiu muito suado, muito esgotado fisicamente.

Eram quase 8 horas da noite. Fomos andando até o carro, nós três, colocamos as raquetes na mala do carro, entramos e começamos a descer a serrinha de volta, uma estrada bem estreita curvilínea e escura, como a maioria das estradas pelas quais passamos aqui onde moramos.

Ele comentou que teve um “teto preto” quando levantou ali depois do jogo pra pegar um copo dagua. Que estava super cansado. Mais alguns metros e ele parou o carro numa curva e disse que eu deveria continuar dirigindo. Saí pela minha porta em direção à dele e ele à minha, mas ele não entrou no carro. Se jogou de costas no mato e colocou as pernas sobre o banco do carona, dizendo estar com sensação de pressão baixa, sentindo muito cansaço.
A estrada era muito sinuosa, no meio do mato, sem luz, ninguém passava. O celular não ligava pra lugar nenhum e o Zé era pesado, estava quase desmaiado no chão e eu não conseguia colocá-lo no carro. A Nina começou a chorar assustada e eu tentando administrar aquela situação, até que o Zé num breve momento de clareza entendeu o problema e levantou um pouco a ponto de eu conseguir colocar seu bum bum no assento e acomodar o resto com as pernas dobradas sobre o painel do carro e o banco reclinado. Desci a estrada e passei em frente à Unimed de Itaipava às 20:15. O pronto socorro que fecha às 8 da noite. Se você enfartar depois das oito em Itaipava está frito.
Fui pela estrada em direção à Corrêas para deixar   NIna na minha mãe e continuar até Petrópolis, no outro hospital da Unimed que fica no Bingen, a mais ou menos 40 minutos dali. E foi o que fiz.

Ao chegarmos ao hospital, pedi uma maca urgente, mas a coisa foi meio lenta e demoraram alguns minutos para trazer uma cadeira de rodas. O Zé foi para a emergência sentado, lúcido, enumerando todos os seus sintomas: muita dor no peito, muito cansaço, e uma sensação constante de pressão baixa, de desmaio.

Ele foi para a enfermaria e logo fizeram um eletrocardiograma. O médico disse que ele não estava enfartando, porque o eletro estava normal, a pressão deu 11 por 7, normal, uma mocinha furou o dedo para ver glicose. Ela disse: 140, tá ótima.
Enquanto isso, o Zé reclamando de muita dor no peito e da pressão baixa, pedia algum remédio, o médico traquilizando, calma, vai melhorar, até que 15 minutos depois ele teve um ataque e eu vi que ele morreu. Nesse momento, o médico da emergência percebeu que algo sério estava acontecendo e começou uma correria para reanimá-lo e para me tirar da sala, já que eu gritava que eles não sabiam o que estavam fazendo e pedia que fôssemos pro Santa Tereza, mas eles  foram para o CTI.

Fiquei mais de uma hora na sala de espera, com a quase certeza incrédula de que o Zé estava morto, sem nenhuma notícia, até que resolvi andar por dentro da enfermaria de novo e encontrei um cara quem perguntei: Você pode me dizer se meu marido está vivo ou morto?
Ele me respondeu: Ele está numa parada cardíaca e estamos tentando reverter.
Eles esquecem que não somos idiotas, esquecem sempre. Revertendo uma parada cardíaca ha mais de uma hora.
Depois de mais ou menos uma hora e meia da morte do Zé que eu presenciei, recebi um telefonema de um médico conhecido meu que a pedido do hospital fez o trabalho difícil de me dar a notícia da morte do meu amado Zé pelo celular. Isso, fizeram uma tabelinha.
Eles deram mais um tempinho pra viúva se refazer e finalmente vieram me comunicar oficialmente e me deixar ver mais uma vez o meu amor. Entrei no hospital às 21:30, e quando resolveram falar comigo era algo em torno de 1 da manhã, quando fui orientada a ir à funerária, à minha casa pegar roupas, para voltar à funerária, para então ir ao cartório, para então seguir para o velório. Cheguei em casa às 3 da manhã, entrei no FB e enviei email aos amigos que pude lembrar e passei os piores momentos da minha vida, tendo ainda que manter alguma normalidade no café da manhã da minha filha, para quem eu não fazia ideia de como contar o que havia acontecido.
Passei alguns dias virada, tive que contar para ela na volta do velório. Foi a tarefa mais difícil que tive na vida, além de ter que ligar para a filha mais velha, a irmã, a amiga, etc. Tudo tão brutal.
E assim meu doce amado amigo delicioso companheiro partiu.

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Que saudade do meu amor.

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Está na hora de pensarmos em algumas mudanças fundamentais, que podem determinar a vida ou a morte de cada um de nós quando precisamos de um atendimento de emergência, independentemente de termos ou não um bom plano de saúde. Hoje me parece que se há uma coisa importante nessa hora é o pistolão, é o médico conhecido, com influência no CTI, na emergência, que dê um comando para que a equipe acorde, pare de ver a novela e aja como nós romanticamente imaginamos que deveria ser: O médico de uma emergência pode agir como quem realmente se importa, ouve e quer salvar aquele paciente que chega passando mal, ou ainda ele pode agir com paixão e vaidade e tentar descobrir mesmo que seja por um desafio pessoal e profissional, de que mal aquele paciente está sendo acometido e tentar reverte-lo,  mas nunca com preguiça, morosidade, desrespeito. E a pior das moléstias que afeta os médicos hoje em dia, tanto nos hospitais como nos consultórios: não nos ouvem.
Vamos lá, dizemos o que sentimos e aquilo que antigamente era suficiente para bons diagnósticos, hoje é ouvido com descaso, com deboche. Não nos tocam, não nos apalpam, não nos olham, não acreditam em nada que não seja uma ressonância, um contraste, uma câmera sendo enfiada dentro da gente. Sem essa parafernália, nós pacientes não servimos para nada. Querem nos invadir, nos violentar, nos entupir de radiação para depois sentados bem longe da gente em suas mesas, olhar os exames e os laudos dos exames e sentenciar: é isso, é aquilo.
Mas não querem mais ouvir, conversar, perguntar sobre nossos pais, martelar nosso joelho, olhar pra cara da gente, pra nossa pele, ouvir nosso coração, nossa respiração, apertar nossa barriga. Isso não.

78 thoughts on “Como eu fiquei viúva

  1. Deve ser horrível passar a viver sem um companheiro depois de 10 anos de convivência… toda força do mundo para você nesta nova empreitada. Um dia todos irão passar por isso, infelizmente, e espero ter esta mesma garra que você está tendo. :(
    Abraços quentinhos.

    • BOM DIA, EU LÍ O SEU DOCUMENTÁRIO E POSSO IMAGINAR O QUE VC ESTÁ SENTINDO É MUITO DÍFICIL, SÓ DEUS E A CORAGEM PARANOS DAR FORÇAS.
      EU TBÉM SOU VIÚVA HÁ 14 ANOS EU ESTAVA COM MEU MARIDO NA ESTRADA BR101 INDO PARA FLORIPA QUANDO ACONTECEU O ACIDENTE, FOI HORRÍVEL, ESTÁVAMOS MUITO FELIZES.
      HOJE EU TENHO UMA FILHA DE 07 ANOS, DE UM RELACIONAMENTO QUE NÃO DEU CERTO.MAS ELA É A MIMHA AMADA COMPANHEIRINHA E SOMOS MUITO FELIZES..
      UM GRANDE ABRAÇO
      VALÉRIA

  2. Deds, eu estava placidamente fazendo minhas coisas quando recebi um imeio da minha mae, com o subject “triste”. dizendo que estava deixando o hotel em budapeste, indo para a casa do conselheiro comercial, que tinha sido acionado quando o meu pai morreu. como assim, morreu, se na noite anterior um medico tinha passado no hotel para ve-lo, dizendo que nao era nada grave, dando um remedinho e dizendo que era para ele ir ver um medico assim que chegasse no Brasil, tres dias depois?! Depois que ele teve uma especie de pneumonia em Praga, tomou remedio, viu outro medico entre uma coisa e outra, e ninguem falou que ele estava com problemas cardiacos? Depois que ele fez um dos seus checkups anuais e, principalmente, cardiacos, meses antes, e recebeu os parabens por estar tao em forma, com zero risco de um enfarte? Depois dele passar dez dias na minha casa, estar “cansado” mas ninguem dar tratos a bola?

    Meus pais tinham Bradesco Saude, uma paulada de seguro, eu diria ate muito bom – o mesmo que salvou meu pai no Peru, ha doze anos, de outro enfarte.

    Minha avo ha meses se queixava de uma dor ali, perto da costela, e os medicos mandando andar, a gente xingando de fiteira. Durante meses. Sei la por que, fizeram o centesimo teste de algo para ver a veia parava de choramingar. Cancer. Ta ali, quase 90 anos, tentando prolongar os dias com quimio.

    Ou o frances acidentado que socorremos na rua, e que jogado numa maca da ambulancia, ficou paralitico.

    Uma amiga da minha mae, medica, disse que eles pouco sabem o que fazem. Que pouco podem fazer pelas pessoas. que se salvarem 5, 6 vidas ao longo da vida deles, estao felizes. E olha que ela eh pediatra, nada muito complexo nao. Quantas pessoas nao conhecemos que nao tiveram diagnostico certo na hora certa, e pimba. Morreram por “falta de tempo”. Enquanto isto nos preocupamos em fazer tudo rapido para ganhar tempo.

    Entao. Eu tomo minhas homeopatias e meus chazinhos. Acredito em vitamina de frutas e legumes. E paramos por ai. Nao acredito em medicos que curam, e me emocionam com os casos que realmente acontecem. Nao da para pensarmos que eles poderiam ter feito algo, pq so fazem no House MD e outras series de TV.

    é foda, muito foda, mas estamos a merce de algo maior, que rege nossas vidas, mas infelizmente aqui, na terrinha, temos que pagar plano de saude e respeitar os doutores. e rezar para o destino nao pregar pecas na gente ou nas pessoas que amamos. mas infelizmente ele prega, e nao ha codigo do consumidor ou procon ou o que seja que conserte a situacao. forca, amiga :) )))

  3. Nossa, eu nem sei o que falar.
    Acompanho vc já há algum tempo, e estou absolutamente chocada.
    Confesso que euc omecei a ler e agora tochorando, e falando: não, o zé morreu? , ah não, mas e a nina?
    Poxa, espero mesmo que vc consiga as forças que vc precisa pra continuar bem. Vc vai conseguir, claro. Mas deve tá sendo muito barra!
    Que coisa! Que loucura! Lembro muito da história que vc contou no outro blog ainda, de como começou sua histoira com o Zé, de como vc não casou com o mauricinho lá… poxa…
    Força pra vc.

  4. quando vi o recado do teu pai no facebook não acreditei. mesmo depois do “blog do WC feminino” continuei te acompanhando e, de certa forma, me sentia próxima de vocês: do fernandão, da nina (que “vi” crescer pela internet), de ti e do zé.

    é o tipo de situação que só quem passa sabe a dimensão e pra gente que tá de fora é impossível saber o que dizer. nada é bonito, nem confortante, nem forte o suficiente. nenhuma palavra basta.

    mas te lendo agora, outra vez, me parece, com o que “conheço” de ti pela internet, que não teria um jeito mais muiédomeidomato, mais nave-mãe, mais andrea cals de reagir.

    imagino o quanto está sendo (e vai ser por muito tempo) foda lidar com tudo isso, mas acredito que tu vai passar por tudo da melhor maneira e que vai cuidar da nina como só uma mãe legal pra caramba como tu sabe fazer.

    fica bem!

    um beijo

    p.s.: só umas (muitas) linhas sobre os pronto-socorro da unimed: uma manhã, 6 h, tive uma reação alérgica com edema de glote (tive sorte do inchaço não ser tão rápido). cheguei sufocando na unimed e só pra “completar o cadastro” foram quase 10 minutos. entes de perder a fala, consegui pedir pro excelentíssimo me levar numa farmácia ali perto e o farmacêutico me aplicou uma injeção de anti-histamínico. 5 minutos depois eu tava respirando normalmente; voltei na unimed pra ver se precisava de mais algum cuidado. 45 minutos depois o médico me chamou e eu passei 20 minutos levando a maior bronca por ter tomado injeção em farmácia. terminei a consulta dizendo que preferia o risco a morrer sufocada na sala de espera, por esperar mais de uma hora, e mandando o doutor à merda. há um tempo o serviço público era ruim e o privado era bom, agora não tem mais o bom.

  5. Cheguei aqui por indicação da Gisela Rao e estou encantada com a força de seu texto. Seu blog é lindo e intenso, seus textos me fizeram rir e chorar e ficar irada com o que aconteceu com vocês no hospital. Minha mãe teve câncer e além de todo o sofrimento ainda tivemos muitos problemas com as burocracias do convênio. Sem contar as incompetências dos médicos, que até uma queimadura de segundo grau causaram em minha mãe, com um esquema de radioterapia mal dimensionado. E isso tudo aconteceu em Campinas, uma cidade grande, cheia de médicos e hospitais considerados ótimos.Cobram um absurdo de seguro médico e os serviços são nojentos. Também já passei pelo susto de perder alguém amado, de repente, e levou um tempo até voltar a sentir o chão sob meus pés. É mesmo uma sensação de irrealidade, de ter embarcado numa montanha russa doida, num carrossel que vai pro passado, volta pro presente, e o futuro parece longo e vazio demais. E dói feito ferroada de escorpião. Depois tudo se acalma, como você mesma já percebeu. Um beijo, todo meu carinho e solidariedade pra você e sua família.

    • Obrigada Silvia. Você sabe como é importante a gente nesse momento de irrealidade de estranhamento saber que isso faz parte e que passa. É o que nos traz alguma esperança. Estamos mesmo em maus lençois no que diz respeito à nossa saúde. O que eu ouço da diarista da minha mãe…é muito indigno. Isso tem que mudar. beijos

  6. nó na garganta. é só o que te escrevo. acho que não faz sentido escrever nada mais. confio na tua força, tenho convicção na tua força. beijos acolhedores, Mônica (vigilante da autoestima)

  7. Cheguei até aqui atraves da Gisela Rao, fiquei encantada com a sua garra e força… e triste, muito triste pela sua grande perda.Estarei aqui enviando muita força pra vc e pra Nina…fiquem com Deus !

  8. Também cheguei aqui através do blog da Gisela e li todos os seus posts muito emocionada.
    Passei por uma situação muito difícil há dois anos atrás. Perdi o meu irmão, que tinha 37 anos, após revoltantes erros médicos. Ele também foi ao hospital falando de um mal estar, ânsia de vômito, dores no corpo, muita dor de cabeça, cansaço e a resposta que ele recebeu é que estava com uma vírose… A médica não solicitou nenhum exame, nem mesmo quis investigar um pouco melhor os sintomas, mesmo que vários sinais (ainda mais juntos…) já deixavam a possibilidade dele estar infartando. Quando lembro disso, dói ainda mais. Ele voltou para casa e nessa noite ele infartou. Não tivemos tempo de fazer nada. Quando a ambulância chegou, ele estava morto.
    Hoje, quando vejo um médico realmente humano, que tem boa vontade e o dom de cuidar, fico muito emocionada, feliz em ainda encontrar uma pequena parcela de profissionais que tem vocação, que ainda tem sensibilidade em tratar de um ser e não de mais um pedaço de carne.
    Querida, olha, quando perdi o meu irmão recebi muitas ligações, muita força dos amigos e tudo isso ajudou demais. Passei por um longo período de conflitos, até chegar nessa aceitação e hoje conseguir agradecer pelo tempo que passei ao lado do meu irmão. Então, o que posso dizer agora é que o tempo traga paz, traga conforto… E que você e a Nina tenham cada vez mais forças, juntas! Aliás, por tudo que li aqui, ficou claro que você é um exemplo de coragem!
    Beijos.

    • Isa, eu sei que perder um irmão é algo muito antinatural e por isso, muito cruel. Eu entendo você pra caramba e compartilho dessa admiração pelos médicos que nos olham no olho. Já passei uma boa régua naqueles que “cuidavam” de mim e estou por exemplo substituindo um cara que cuida de mim ha 7 anos, mas não me dá a droga do celular dele,não liga pra celular e não atende diretamente. Troquei, eu quero um médico bom e legal. Se não for assim, eu não quero. E esse é meu novo padrão. Me tratou como número, não volto mais e assim vou fazendo o meu livrinho de cooperados. Cambada!

  9. Muito comovente seu relato, me identifiquei demais, por ter passado por algo bastante semelhante com a minha mãe, que teve um ataque cardíaco seguido de edema pulmonar agudo em pleno dia de sol na praia. Foi levada ás pressas para um Hospital próximo, mas acompanhei todo seu sofrimento e morte.
    O que posso te dizer?
    Admiro a sua capacidade de desabafar, colocar tudo pra fora, descrever esses sentimentos, eu demorei muito pra conseguir falar no assunto, pra encarar minha tristeza e perplexidade…compartilhar é um ato de coragem prar com voce mesma.
    Grande abraço!

    • Simone, sinto muito por você, é muito duro passar por esse momento. Eu escrevo porque é o que preciso fazer, Não sei como fazer de outro jeito, talvez pudesse compor uma música como o Zé fazia, mas eu só sei escrever. beijos.

  10. Ao ler sua estória, lembrei de uma que aconteceu comigo há algum tempo.
    Minha avó foi uma senhora muito ativa, depois de um almoço com as amigas passou mal e foi levada ao pronto atendimento no qual a médica somente a diagnosticou dizendo ser simplesmente intoxicação alimentar. Mas depois de mais de 12 horas como ela não melhorou, por conta própria, ligamos a um médico da família e descrevemos o quadro, imediatamente ele solicitou que ela fosse internada. Ao chegar no quarto, ela teve uma parada cardio-respiratória e foi transferida para a UTI.
    Ao realizar exames o médico constatou através de um simples exame físico e de sangue que minha avó estava com septicemia (infecçao grave de múltiplos órgãos) e seu quadro era muito grave, não vi mais a minha avó, ela lutou por 36h e recebemos a ligação durante a madrugada (até hoje não suporto receber ligações neste horário.
    E as perguntas veem a cabeça: porque o médico do pronto atendimento não deu atenção e não a internou ou realizou exames? Havia algo que deveríamos ter feito para que o desfecho fosse outro?
    São respostas que ainda não respondi, mas como você me propus a fazer algo para que algo semelhante não aconteça a outras pessoas.
    Hoje sou Enfermeira, me especializei na área administrativa porque percebi que assim poderia colaborar de modo persuasivo para que o respeito a totalidade (não somente a dor, mas também a angústia e o sofrimento não necessários) do indivíduo seja preservado, pois é algo que parece que está esquecido.

    Te admiro e principalmente, te respeito.
    Muita força e muito amor em nossas jornadas.

  11. ola

    talves dentro de tantos posts vc nem perceba o meu, mas imagino sua dor. perdi meu pai com uma parada cardiaca. ele estava dormindo no quarto ao lado do meu. Fui eu que percebi que ele ja havia partido e me restou a trsite noticia pra dar para minha mae e organizar os procedimentos cabiveis. A dor veio aparecer de verdade no dia que fiz a certidão de obito. Cara doiiiiii e como doiiiii. ate hj ainda doi e sinto a falta do meu velho. tb voltei pra terapia pra ver se equilibrava as coisas ou se ficava menos pirada
    não dá pra medir a falta. o começo de uma vida sem akeles que a gente ama é dificil, fazer coisas que nunca fizemos: pedreiro , eletricista encanador essas coisas
    sobrevivemos, apesar da dor, apesar da ausencia, mais fortes, talvez. mas a unica certeza que tenho é que esse buraco ninguem preenche
    desejo e envio com o meu carinho toda força que houver nessa vida, toda fé e todo alento
    bjkas

    • oi xará. em geral temos mais preparo para a perda dos mais velhos, mesmo assim, a ausência dói pra caramba. eu sei, mas estou entendendo aos poucos a resolver as coisas do meu jeito, contando comigo e com outros, fazendo diferente. se a gente entra numa de repetir padrões de quem se foi, cai num vazio muito doloroso. beijos.

  12. Meu pai fez a viagem na passagem do dia 26 para 27 de maio (agora) as 3 horas da manhã no hospital Santa casa de Santos. Ele entrou no dia 17 de maio para fazer um cateterismo bobo.O médico disse q a situação dele estava pior q ele imagina e que ele teria que fazer 1 mamária e 1 safena. Ele ficou..minha mãe sempre com ele.Passou uma semana internado, mas super bem..sper humorado.Meus irmãos sempre presentes e eu tb,só q por telefone,pois moro em Rio Claro. Desci no final de semana e voltei para cá no domingo a noite após ter visto meu pai pela última vez.O abriram na segunda (25/06).Na mesa de operação viram q a coisa estava bem ruim.Primeira mamária=primeira parada cardiaca; foram pra primeira safena+tudo certo;segunda safena = segunda parada cardiaca; ai o fecharam e o mandaram em coma induzido para UTI.Chegando lá mais uma parada ;a terceira .
    Aí foi o tempo de eu chegar na praia para ve-lo inerte;em coma;pela última vez. Meu pai viajou.
    Sei o q vc sente. Eu e minha familia sabemos.Porém;somos kardecistas e confiamos plenamente q a morte é só uma passagem..a morte naum existe.
    Um imenso bj no coração seu e da Nina =D

    • Janaína, muito amor e força pra vocês, eu sei exatamente como é e, como você acredito que algo está se passando com o Zé neste exato momento em uma dimensão desconhecida para mim, mas não acredito que toda aquela energia apenas se dissipe no ar. Acredito na viagem, assim como você. Um beijo enorme.

  13. saudades pois eu também perdi o meu querido ZÉ.
    foi a um ano mas a minha dor não passa.
    ele fez transplante do fígado e tudo deu errado.
    ele tinha 51anos e era maravilhso.

  14. Olá,

    Gostaria de dizer que também sou viuva.
    Meu querido marido faleceu com 30 anos, de leucemia.
    Eu tenho a mesma idade dele.
    O meu caso é um pouco diferente, pois ele ficou doente 2 anos, mas foi muito difícil ver meu amor indo a cada dia…
    Faz 2 anos e 2 meses que ele partiu. Mas ainda é muito difícil para mim. Cada dia que acordo peço para Deus me dá força.
    Nós ficamos 12 anos juntos, entre namoro e casamento e tínhamos uma ligação muito forte – para quem acredita – diria que de outras vidas.
    A gente só consegue conviver com tanta dor, tendo fé em Deus, mas, sinceramente, tem dia que é difícil, né?!
    Mas temos que continuar a viver, afinal estamos aqui.
    Espero que tenha fé para continuar sua caminhada.
    Abraços,
    Cristina

  15. Olá, encontrei teu blog por acaso. Estava na uol, entrei num blog sobre auto estima tb por acaso e lá vi Viúva Verde. Me identifiquei de imediato.
    Sou viúva e muito recente. Tenho 31 anos e meu amado marido Evandro tb com 31 anos, sofreu um grave acidente de carro na via Dutra no dia 01/03/2010. Infelizmente faleceu na hora. Eram 13:50h numa segunda-feira, nem vi ele sair para trabalhar. Estávamos juntos há 5 anos e éramos muito felizes.
    Nossa última conversa aconteceu por volta das 11 da manhã e foi recheada de brincadeiras e risadas.
    Terminou com um “amo você dona”, foi a última vez.
    Sinto muito por sua perda, sei o quão dolorosa a ausência repentina do amor de nossas vidas pode ser.
    Sou solidária a sua dor, a dor de suas filhas e família.
    Desejo a você que possa superar esta perda, desejo a nós que possamos continuar a vida, um dia de cada vez.

    Beijo
    Raquel

  16. Bem…hoje, após tempos, entrei no blog muié e parei, incredula, diante a notícia.
    Olhei para meu colegas de trabalho e soltei um sonoro:

    - O Zé morreu!

    Eles, sem entenderem nada, imediatamente perguntaram, preocupados:

    – Quem é o Zé?

    Como explicar que vcs são pessoas que acompanho durante anos…que dei muita risada, me identifiquei com a fase pós parto. Enfim, e como explicar miha tristeza para ele sendo que sequer os conhecia pessoalmente.

    Tudo só para dizer o quanto vcs faziam parte da minha vida.

    Sei que não há nada a dizer. Só digo que essa dor vai passar…

    Um beijo.

    • Glauce, te entendo, a gente se envolve mesmo, somos todos do mesmo mundo e pessoas reais. A saudade aumenta a cada dia, ja se vão 3 meses que vivo sem meu amor e agora posso dizer que estou começando a aprender a viver sem o Zé. Começando a aprender, mas parece que o caminho é longo.
      bjs

  17. Descobri o seu blog hoje, e já o li todo!
    Comecei do primeiro post e cheguei até o último transformada…
    Chorei, ri, e agora mil coisas estão passando na minha cabeça. Sua história é pra fazer pensar e MUUUITO!
    Acho que sua história é um alerta pra todos, um alerta para termos cuidado com a Unimed, para amarmos sempre como se fosse a ultima oportunidade, e pra nos dedicarmos a viver bem com quem amamos…
    Tenho uma história pessoal com a Unimed Campinas, por isso a cada post que li que citava a Unimed, me identifiquei com você, mesmo sabendo que meu nervoso e a dor que passei não chegam próximos à 1/1000 do que você passou e tem passado!
    Eu tive problemas cardiacos por 17 anos e os médicos da Unimed não perceberam, se eu engravidasse, morreria, senão nao chegaria aos 30 anos. Descobri no dia 27/julho/08, por sorte de ter pego uma médica do SUS, da Unicamp. Minha cirurgia foi recusada, a Unimed sugeriu que eu pagasse 100.000 pra fazer a cirurgia ‘avulso’ e no fim tive que apelar para contatos e para minha mãe, que é enfermeira, porque senão ainda estaria morrendo.
    Estou apaixonada pela sua paixão, pelo seu amor ao Zé, me tocou demais esse amor, tão difícil hoje em dia!
    Não consigo deixar de pensar que o que aconteceu contigo foi uma baita injustiça, contigo, com o Zé, com a Nina.
    Muita força…é como dizem, a saudade nunca passa, você só se acostuma a conviver com ela.
    Um dia vocês vão se reencontrar e viver este amor tão lindo!
    Força! Abraços.

    • É uma história e tanto. Com muito amor, muitos planos realizados e um acontecimento totalmente nada a ver. Eu não me conformo mesmo. Pra mim, foi um erro de percurso, mas não adianta eu achar isso ou aquilo. Sobre a Unimed, considero que o atendimento foi negligente, que erraram no diagnóstico e no tratamento e que o que me disseram depois foi muito duro de ouvir e de engolir. Claaaro que não vou engolir isso a seco.
      beijos

  18. OI Andrea.
    Encontrei seu blog atráves do Vigilantes da Autoestima. Acho linda e triste sua história.
    Imagino como deve ser a sua dor, e depois de ler tudo que vc escreveu, parece q

  19. Andrea, chorei muito lendo o seu blog… Como seria mais fácil se existisse uma fórmula pra diminuir a dor, ou algum tipo de ajuda coletiva. Eu estaria te enviando minha parte com certeza… Desculpe, longe de mim querer soar egoísta, mas estou tratando muito melhor meu marido depois de passar por aqui. Relevo aqueles defeitinhos bobos e ingênuos porque hoje parece que me toquei que um dia pode vir a me fazer falta. Boa sorte e toda a força do mundo.

    • Valentina, pode parecer que não, mas cada palavra que a gente recebe de apoio, de entendimento, de solidariedade. ajuda pra caramba. Mesmo aqui, num blog, onde a gente nem se conhece pessoalmente, mas é o que faz diferença. Eu trabalho e crio pra internet desde 1994, sempre entendi a internet como veiculo de comunicação do mesmo mundo que alguns dividiram entre mundo real e mundo virtual. As pessoas são pessoas mesmo quando não estão ali pessoalmente. Cada vez mais eu sei que ” é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”…mesmo. beijos

    • O amor da gente, o nosso companheiro não foi parara ali por acaso. Se a gente olhar pra ele e tentar lembrar disso de vez em quando, o casamento vai longe. É preciso amar.

  20. Oi,chegue aqui atraves de minha filha.
    É muito dufucil eu sei o que vc esta passando, passei por isto uma vez e acredite estou pra passar de novo. Fiquei viuva a primeira vez com 25 anos e dois filhos de tre e cinco anos. Depois de 6 anos sozinha eu casei de novo. Agora depois de 25 anos de casada meu marido esta com esclerose lateral amiotrofica,uma doença degenerativa que leva a morte, não tem cura, vai devagarinho no caso dele minando as forças, matando os musculos ate um dia chegar na garganta. aqui estou eu de novo lutando contra a morte e tentando manter a força pra lutar e ele nao perceber a minha tristeza.
    Aproveitei este lugar pra desabafar um pouco parece que as pessoas nao gostam de ouvir estorias tristes, nao tem muita paciencia, eu entendo doença, morte realmente nao sao assuntos muito bonitos. Obrigada pela chance e contiune, é bom compartilhar. Bjs

  21. Sei exatamente do que vc fala, de quando vc diz o quanto é difícil explicar aos filhos….e de como demora pra curar. Força, força, força, boa sorte.

  22. Querida, não posso nem imaginar a dimensão da tua dor, por mais que eu tente. É impossível, só quem sente sabe. Sinto muito.

    Médicos são um mal necessário. Meu filho é tetraplégico, certamente vítima de negligência médica, exatamente pelos motivos que vc citou:pq eles não nos ouvem!?Pq!?!?

    Durante minha gravidez gemelar eu mal comia e engordava sem parar. Achava que poderia ter diabete gestacional mas o médico achava que eu comia ‘escondido’ que não contava. Já era um agravidez de risco, tive 2 ameaças de aborto, e a diabete dpeois confirmada foi a causa de um parto prematuro. Meu filho nasce bem e de repente é tetraplégico, com metade do cérebro lesado no nascimento.

    Mas os médicos que condenaram meu filho são os mesmo que são necessários hj. Plea lesão cerebral vive c/problemas entre as sequelas, epilepsia. Triste, mas é a vida!

    Vamos levando e tentando viver da melhor maneira possível!É a sobrevivência, a busca pela felicidade!

    BjãoOoO!=)

  23. Há uma música napolitana, chamada Carmela, que tem um verso que diz tudo que quero te dizer: o amor é o contrário da morte.
    Lendo sua história, desejando a você e à Nina muita Paz e Coragem, sei que o Zé viverá para sempre – assim como vocês duas.

    Amor – esse é “O Cara”…

    Um abraço, Alberto

  24. Oi Andrea,
    Fiquei viúva em 5 de maio de 2010,e eu gostava muito dele. Estou ainda inconformada com o mal atendimento que foi dado ao meu marido, no ambulatório de outro plano de saude: Santa Casa de São José dos Campos. Ainda foi eu que escolhi o médico com tão boa reputação. Como você disse: parece um deboche, um pouco caso. Parece que alguns médicos não dão o socorro necessário, em certos planos de saúde. Mas porque ? Estão recebendo pouco ? Estou pensando em reportar tudo ao conselho regional de medicina. Para que outros não sejam tratados com o mesmo descaso. Sei que não posso demorar muito com isso. Ele tinha 57 anos e faleceu com uma trombose mesentérica, sinto que ele poderia ter recebido os devidos cuidados que lhe foram negados.
    Estou mudando tudo aqui no ano novo, começando tudo de novo, quem sabe um novo emprego, um novo cachorro, um novo apartamento menor, um novo médico, um novo psicólogo, e uma nova esperança.
    Um abraço, a você e Nina, e muita força para nós.

  25. Meu noivo faleceu a 1 ano e 8 meses, teve um tumot cerebral incurável e entre a noticia do tumor e seu falecimento foram somente 3 meses. Também senti no hospital o descaso que vc falou, deram a ele um anticonvulsivo e ele teve um choque anafilático claramente na nossa frente (ficou roxo o coração quase zerou) e fomos nós que chamamos os médicos e enfermeiros. Eles tentaram fazer uma cirurgia que já sabíamos que não teria solução, mas ninguém falou nada do choque, diante daquele sofrimento que passávamos acabamos deixando pra lá… mas está errado e hoje em dia eu comento com todos que querem saber da morte do meu Vinícius com apenas 31 anos e tantos planos, a gente se a amava muito e graças a esse amor eu sobrevivo. Força e fé!

  26. Oi,
    É tão dificil colocar os sentimentos em palavras escritas. Hoje faz 44 dias que me noivo faleceu, e estou muito perdida, em saber como reagi. Não exite fórmula para isso e o tempo parece não passar pra mim.
    Vivemos um amor lindo, uma história de livros. Nos conhecemos de uma forma nada convencional e rapidamente nos ligamos e até o dia de sua partida estivemos juntos.
    Amigos, companheiros, amantes, cumplices. fomos tudo e mais um pouco. Vivemos juntos por um ano e me parece que não tive vida antes dele aparecer, não me lembro de como foi e outras coisas. Minha vida começou no momento em que nos conhecemos e agora não tenho noção de como se encaminhará sem ele.
    Tenho 25 anos e ele tinha 34 anos. Teve a “morte” mais bonita de todas. Ele faleceu dormindo, sereno, sem dor (eu espero). Estavamos felizes, cheios de planos. E de repende, no dia 18/12 eu acordei e ele não acordou mais. É horrível a sensação de importência. Me vejo só, com uma saudade que não tem tamanho. Não sei o que fazer, apenas estou passando pelos dias. Não sei do que sinto mais falta, das risadas, dos planos, do abraço, da bagunça pela casa. Eramos só eu e ele, o dia todo, 24 horas por dias, tinhamos um ao outro. Nos completavamos com tamanha felicidade.
    Sinto muito a falta dele. Eu tenho lembranças no cheiro, nas fotos, videos, lugares, comida, habitos, mas o abraço e as carícias, a voz as manias, ah como faz falta.
    Eu sei que isso passa, perdi minha mãe ha 7 anos e do mesmo modo, mas é experiência diferente. Nunca imaginei que passaria por isso um dia.
    Aprendendo a viver novamente. Sou viuva, e agora?
    isso foi um desabafo, obrigada pelo espeço. felicidades a você.!
    att,
    Michele

  27. Nós..pacientes, não temos ideia de como a coisa funciona nos consultorios, hospitais e outros.
    É muuuuuito triste ler todas as historias tristes e comoventes de todas voces, mas tambem é triste ter marido medico, dedicado, muito querido na região de São Caetano do Sul e não ser valorizado pelos planos de saude, à quem ele presta serviços.
    Para terem uma ideia de como a coisa funciona (eu, em particular nunca vi um trabalhador receber dois meses depois do mês vigente),sim, é assim que funciona, e, isso se pagarem o correto,porque não sei se voces sabem existem as famosas glosas, sim, sem motivo nenhum, so eles (convenios) que acham, resolvem não pagar por esse ou por aquele procedimento, e se pagarem quando recursado, ja se passaram mais dois meses.
    Gostaria muito de que realmente houvesse uma união para que essas perdas sejam diminuidas pois infelizmente nem sempre podemos fazer o que gostariamos. Voces nao tem noção do que ouvimos de indelicadezas por atrasarmos no horario de atendimento,pois esses pacientes querem pressa pois os motivos são os mais bizarros, tipo carro na zona azul, outro medico agendado quase que no mesmo horario e dai pra frente. Quando se é dedicado naquilo que faz, é tratado com pedras. Essas pedras deveriam ser jogadas nos lobistas donos dos convenios que tomaram conta do poder no senado e hoje são os donos de hospitais, onde fazem dos seus medicos plantonistas, seus escravos. Não estou dizendo que os medicos não tem as suas culpas, pois infelizmente, como em toda profissão existem aqueles que não deveriam estar fazendo o que fazem, mas temos medicos muito dedicados e que estão levando a culpa sem tê-las. Isso não vai acabar nunca, pois, o proprio ministerio da saude que deveria ser a favor do povo porque tudo indica que é funcionario do país e não dos donos dos convenios nos dá as costas, então……

    Estamos lidando com a saúde, com pessoas queridas que se vão e os nossos parlamentares….. com o bolso.

    Que a sua força continue na pequena Nina e que a geração dela tenha frutos melhores que os atuais.

    Bjs.

    PS.: isso é só um pouquinho do que se sabe a respeito….

  28. Olá querida. Quero compartilhar do que ocorreu comigo também. Perdi meu marido no dia 25/03/10 em um acidente de trânsito. Ele veio até o meu local de trabalho, falou comigo, e na mesma rua, depois de 2 minutos ele bateu com sua moto de frente para uma caminhonete e morreu na hora, depois de 1 hora mais ou menos, chegam 2 policiais e friamente me dão a noticia. Tenho uma filha de 6 anos, na época ela tinha 5, contei toda a verdade pra ela no mesmo dia do óbito, e ela chorou por algumas horas, mas graças a Deus hoje ela é uma criança que vive normalmente, sem traumas. E eu, faço terapia toda semanam, e busco levantar a minha auto-estima e a descobrir o amor próprio. Deus tem dado forças.

    Deus te abençoe
    Beijos

  29. Foi muito bom descobrir vcs,estou vivendo uma dor que acho que não vou suportar.Estou viúva a 3 meses ,meu marido se suícidou com um tiro na boca. Estávamos casados a 11 anos e tenho uma filha linda de 9 anos, ele era policial e a muito tempo vinha sofrendo de depressão.Ficou um tempo afastado do serviço mas logo voltou, e não lhe foi exigido nenhum acompanhamento médico e estou horrorizada com o descaso por parte do Estado.Pessoas arriscam sua vida pra servir a população e no momento em que mas precisa é ridicularizado por alguns e não tem nenhum apoio por parte do órgão em que se dedicou quase uma vida. Tenho 33 anos e meu marido tinha 38 anos, estou muito triste me sentido perdida, sinto a falta do meu amor que se foi.Preciso aprender a viver de novo, mas confesso que a vida também acabou pra mim,e a unica coisa que tenho vontade de dizer nesse momento de muita dor é:
    Até quando pessoas vão continuar morrendo por descaso de órgãos publicos? ou por falta de compreensão e amor ao próximo????

  30. Essa dor é solitária…só quem é viúva que sabe …estou viúva a dois anos e meio…minha vida virou do avesso, fui casada por 13 anos, meu marido morreu aos 34 anos e eu perdi o meu amigo e pai dos meus filhos…sempre achei que os olhos de uma viúva trazia muita dor…e sinto essa dor ainda…posso ter voltado a viver, mas lembrar dele é sofrer novamente e instantaneamente…o mundo de hoje é tão cruel com as mulheres viúvas, temos que pensar em nós, filhos e todo o futuro, mas boa sorte a vc e todas que querem voltar a viver…

  31. falta de respeito esses que se dizem profissionais será que eles não tem familia sera que eles não fizeram juramento sera que eles não conhecem DEUS Se fosse um corrupto desses ai sera que o tratamento seria o mesmo que brasil é esse que povo é esse nosso que esta se canibalizando!!
    jorge nei costa ferreira
    são gabriel
    rgs

  32. Sábado precisei levar a empregada da minha casa para um hospital. Ela gemia de dor às 2 da manhã pensei em leva-la para a Unimed, que o meu médico havia dito ser 24 horas.
    Qual não foi a minha decepção ao chegar lá e descobrir que estava fechado!
    De lá saímos rumo à Correias e depois de procurar muito pelo hospital municipal, fomos atendidos na porta por um rapaz que nos avisou que não tinha médicos para nos atender.
    Já desesperados e com medo do que poderia acontecer, fomos para Cascatinha procurar uma UPA.
    Na UPA ela foi atendida, mas não tinham recursos para fazer uma ultra e pesquisar melhor. Deram soro e somente 7 horas depois foram fazer exame de sangue. Foi uma luta para conseguir que liberassem ela para voltar ao RJ e procurar uma emergência que pudesse dar um diagnóstico. Consegui depois de muito explicar que a dor que ela sentia poderia ser qualquer coisa e que o tempo estava passando.
    Infelizmente o delírio de estar no Paraíso, virou um inferno quando falamos de saúde!
    Não adianta ter dinheiro para pagar, pois você não tem aonde ir de madrugada se passar mal em Itaipava. Lugar tão chic e precário….
    Nada mudou!

    • Vera, em Itaipava à noite não pode passar mal, mas você pega a BR e em menos de 20 minutos vai até o Bingen e entra no Santa Teresa ou no Hospital da Unimed od Bingen. Ambos funcionam 24 horas. Mesmo assim, se no caminho puder ligar para um médcio conhecido para deixar a equipe preparada é uma ótima ideia. Assim, talvez eles desliguem a tv e entrem no clima para atenderem um ser humando pasando mal. bjs

    • A gente morre um pouco né? Luciana, a vida tem essa coisa idiota de morte. A gente acaba passando por isso, é uma dureza, mas você vai conseguir. Eu estou conseguindo, todo mundo consegue. Chorar…nossa como eu chorei choros que nem sabia que eram meus. Mas agora o meu choro é conhecido, familiar, acalmou. Você vai ficar bem. Um beijo grande.

  33. fiquei muito emocionada com sua história,pois perdi meu marido dessa forma mais não tive tempo de procurar ajuda pois ele veio a falecer dentro de casa e minha filha que o encontrou caído no nosso lavabo ,eu não consigo descrever como foi ele faleceu no dia 10 de setembro de 2011 tinhamos acbado de completar 10 anos de união e comemoramos nossas bodas com amigos no dia 14 de julho,foi um infarto fulminante após ter chegado de uma festa que ele estava com amigos,eu estava no quarto e so encontramos ele de manhã ,tinha apenas 34 anos eu sei que muitas pessoas nos dão força mais é muito difícil está sem a pessoa que amamos ao nosso lado,eu tinha 17 anos com ele é muito triste estou lendo muito para tentar amenizar minha dor ,minha filha ainda não está aceitando pois era muito colada com ele faziam tudo juntos um pai maravilhoso é muito difícil falar para uma criança que o pai dela nunca mais vai voltar ,isso está sendo uma barra pois além de segurar minha dor tenho que passar segurança para ela ,que deus te ilumine pois eu tenho certeza a todo momento que ele está ao meu lado me guiando e nisso que devemos acreditar,bjs e quando quizer conversar estou aqui Ingrid de oliveira.

    • OI Ingrid, amanhã faz um mês que ele se foi né? Sinto muito por vocês, né mole não. 34 anos, mas que droga. A gente fica se perguntando pra que isso tudo não é? É um choque perder um amor, um companheiro com quem planejamos uma vida longa juntos. Apesar de ter que ficar bem pra segurar a onda da filha ser muito pesado, é ao mesmo tempo uma forma da gente se manter no limite da tristeza profunda, sem entrar nela de cabeça. A tristeza é inevitável, mas emburacar nela não é bom, não o tempo todo e a filha é um objetivo muito positivo em todos os sentidos, pra todo mundo. Quando quiser pode vir aqui falar comigo. Dá uma passeada nos blogs que eu listei aí na minha home que são outras mocinhas que ficaram assim como nós…e todas sobrevivemos, você também vai, e a sua filha também. Um beijo grande.

  34. Oi

    Posso imaginar o que vc passou,pois tenho 31anos e fiquei viuva a 3 meses…O meu marido tinha 27 anos e passou mal em um jogo de futebol com muita dor de cabeça e foi levado para o hospital,e tenho a impressão que o médico que atendeu ele não percebeu a gravidade do estado do meu marido que estava tendo um AVC e colocou ele no soro, minutos depois ele teve uma convulsão, foi levado para UTI, no dia seguinte entrou em coma e um dia depois veio a falecer.
    A dor é imensa mas, vivo dia após dia pedindo a Deus para que o tempo passe mais rapido, para ver se amenisa a minha dor….tinhamos 6 anos de casado e eramos imensamente feliz..
    Lendo todos esse comentarios percebi que existe muitas mulheres passando pela mesma dor que eu, e que todas estão caminhando e vivendo como podem, acustumando com a dor e a saudade.
    Desejo a vc e todas essas mulheres muita força e vamos nos ajudando a prossegui.
    Um beijo grande Viuva Verde

    • Renata, te desejo toda força do mundo e a esperança de que você vai melhorar. Parece mentira, mas aos poucos a gente melhora. Eu estou engatinhando nessa coisa de me sentir bem mas me vejo cada vez mais perto disso. O tempo não passa rápido e nada que a gente faça pra pegar atalho resolve. Mas vai na fé, voc´ˆvai melhorar. Uma coisa boa é se comunicar com outras pessoas que passam pelo mesmo. Conte comigo.
      beijo
      Andrea

  35. Cals,

    Passei alguns (muitos) meses sem acompanhar o blog e, ontem, de repente, senti vontade de saber como estavam as coisas no mei do mato. Fiquei (muito) triste de saber que o Zé partiu, que a vida deu essa guinada tão insuspeita. Hoje no café da manhã dei a notícia à minha mulher: a muié do mei do mato perdeu o marido… Só a conheço do blog, mas cultivo minha afinidade com você, seu jeito, sua vida, e tenho enorme admiração por seu texto absolutamente encantador. Hoje só posso dizer que, de longe, vou continuar por perto.

    Bem, desejamos a vocês duas que após a dor sobrevenha a memória luminosa do parceiro, marido e pai, e que o caminho adiante seja repleto de boas surprêsas, amizades sinceras, pão, carinho, amor.

    São Pedro

    PS Me pai foi embora em 21.08.2001 e penso nele todos os dias. Sinto sua presença e penso nele como um farol que me ajuda a me guiar.

    • São Pedro…Que bom você por aqui de novo! Você voltou quando eu também voltei. Depois de tanta coisa acontecer, perdi o Zé ano passado, passei meses numa tristeza desgraçada, fui pra São Paulo me afastar de tudo, me refiz, mas descobri que sou daqui mesmo e cheguei de volta ha 2 semanas. Eu penso no Zé o tempo todo também e acho que nunca será diferente, como é com seu pai. Adorei sua mensagem. Beijo pra você e pra sua mulher!

  36. Olá por acaso me encontrei aqui. Lendo depoimentos do qual agora também faço parte. Meu marido faleceu dia
    17/10/2011, também tenho certeza que foi por mau atendimento, pois levei ele na sexta madrugada de sabado domingo e segunda feira onde aguardando resultado de exames sofreu uma parada respiratória pra nunca mais voltar. Tenho 3 filhas uma de 23 e duas de 18.
    Vivo um dia de cada vez. Tenho crerteza que a vida não é essa coisa insignificante que pareça, em algum lugar tem alguém que nos ama e nos
    consola dando forças para suportar o dia a dia.
    Muita luz e um grande beijo pra vc sua filha e a todas que estão no mesmo barco.
    Angela.

    • Oi Angela. É duro pensar em mau antedimento né? Mas acontece aos montes. Imagine com a população mais carente. Uma tristeza. Te desejo muita paciência com você mesma. A gente sempre dá uma pirada e acha que tem que resolver coisas, vender casa, mudar de país. Às vezes vale a pena mesmo, mas temos que ir com calma, proque não é fácil. Graças a Deus eu vejo hoje que aquela dor filhadamãe não existe mais. Isso já é muita coisa. Um beijão pra você e as filhas.

  37. SINTO MUITO PELO SEU SOFRIMENTO… IMAGINO O CHOQUE POR TUDO ACONTECER TÃO DE REPENTE.
    EU TAMBÉM FIQUEI VIÚVA QUANDO COMPLETEI 7 ANOS E 4 MESES DE CASAMENTO. EU TINHA APENAS 28 ANOS DE IDADE, HOJE ESTOU COM 32. EMBORA ELE TENHO MORRIDO DE UMA ENFERMIDADE Q TINHA A ANOS, EU JAMAIS ME PREPAREI PARA ESTE MOMENTO, E ATÉ HOJE TRAGO SEQUELAS DA DOR DE TE-LO PERDIDO. NÃO TIVE FILHOS, E COMO FUGA, ME CASEI DE NOVO E ÓBVIO Q NÃO DEU CERTO E EM UM ANO E DOIS MESES ME DIVORCIEI. SÓ DEUS PARA RESTAURAR O NOSSO CORAÇÃO E NOS DAR EQUILIBRIO A CADA DIA. BJS NO CORAÇÃO!

  38. Meu marido partiu fazem quatro meses. Ela não sabia, nem nós, que tinha um tumor no pancreas em estado adiantado. Era um paciente terminal. Em quatro dias ele ficou sabendo que tinha a doença, e que não seria fácil trata-lá. Outros orgãos já tinham sido afetados. Ficamos um mes internados. Fiquei ao seu lado o tempo todo, meio que não acreditando que aquilo estava acontecendo. A ficha só caiu para mim quando um médico da equipe que o acompanhava me disse que a morte estava próxima. Entrei em pânico, mas tive que ser forte até que ele desse seu ultimo suspiro. Esperei a partida ao lado dele,olhando o seu rosto e segurando sua mão até que ele desse o suspiro final. Completariamos 27 anos de casados no dia 14 de julho, e ele faleceu no dia 12. Ele foi o meu unico e amor, tivemos dois filhos que já estão adultos. Sinto que parte de mim também morreu, não tenho planos e só conto os dias para poder encontrá-lo em outra vida. Tatuei seu nome em meu braço esquerdo, na esperança de estar com ele o tempo todo. Ele vive em mim. Um abraço.

    • Elizete, sinto muito por vocês. Cada coisa que acontece…Eu entendo bem quando diz que está contando os dias, mas isso não resolve nada. Se vamos encontrá-los lá do outro lado, se é uma forma de nos mantermos com esperança ou se é uma certeza, não sabemos. O que temos de verdade é a vida que ele viveu até o fim e que continua aqui pra você viver. Viva até o fim como ele fez, vivendo cada dia, com todas as coisas que a vida nos dá. Alegrias, tristezas, filhos, perdas, doenças, curas, encontros, recomeços. O Zé está em mim definitivamente, nada muda isso. Você o tatuou, mas a gente sabe que a marca está em você e isso ninguém tira de vocês dois, a vida que construíram, todos os momentos juntos. Isso é só de vocês. Te desejo muita paciência com tudo o que você ainda vai sentir, porque não é nada fácil, mas o coração da gente vai se acalmando com o tempo, acredite. A saudade…essa eu acho que nã passa mais. Um beijo grande.

  39. Obrigado pela resposta ao meu desabafo. Voce tem razão quando diz que ninguém pode apagar o que vivemos juntos. Meu marido tinha 51 anos, muitos planos e nenhuma previsão de doenças. Para ele o seu corpo era constituido apenas de coração e da parte reprodutora. Fazia com frequencia exames e dias antes de ser internado ainda me disse que estava ótimo. Pois é amiga , ele não sentia nada, não fosse aquele inchaço na perna, talvez ele morreria em casa. Nesta hora é que vem aquele pensamento será que sua missão terminou mesmo e que este foi o jeito que Deus encontrou de levá-lo deste mundo?

  40. Tenho 35 anos e há cinco meses fiquei viúva (detalhe: grávida de três meses). Meu marido (37 anos) se suicidou por questões profissionais. Amava-o profundamente e tive a sensação de que não aguentaria a dor dilacerante da perda. À propósito, se pudesse baixar uma norma no universo, proibiria a trilogia morte/suicídio/gravidez. Se estou hoje caminhando (verdade que meio manca) é porque tenho recebido ajuda de pessoas generosas, solidárias e afetuosas. Somente no 6 mês de gravidez me dei conta de que tinha alguém crescendo no meu ventre. Hoje, com 8 meses, encontro a força e a razão para seguir… É bom encontrar alguém que passa/passou pela dor da perda e compartilha sentimentos, reflexões. Ao menos, percebo que não sou a única que o destino pregou uma peça. Às vezes, vejo em minha volta histórias de vida tão simples, tão lineares, e me pergunto por que comigo foi/é diferente?! Fazer o quê?! Vou me firmar, reequilibrar-me e ser eu (detalhe: mãe de um lindo garotinho)

    Obrigada por compartilhar….

    • Caramba. Quando a gente está mal sempre aparece uma história pior que a nossa. E podes crer que tem coisa pior ainda que a sua. Como a gente passa por cada coisa né Polly? Eu acho que você percebeu a sua gravidez em tempo mais que suficiente para curtir, aproveitar o momento do nascimento que é muito bom e espero que seja restaurador. Não tem nada mais legal na vida que ter um bebê. Apesar de as coisas não estarem em sua ordem natural, eu torço que o nascimento do seu menino te deixe com aquele sabor delicioso de novidade, coisa fresqunha, futuro pela frente. Tenha um Feliz Natal, um 2012 lindo com cheirinho de bebê, coragem e um ótimo parto. beijos!

  41. Olá,
    Que mundo louco e mágico esse em que vivemos, heim?!

    Em minha vida, sempre fui meio metódica, meio controladora das situações e 2011, definitavamente foi um ano em que ficou evidente que não temos controle de tudo…
    Este ano tem sido de grandes provações para mim, que sempre preocupei-me muito com o trabalho, com os cuidados com a casa e tudo mais. Em março, num exame de rotina fiquei sabendo que precisava fazer uma cirúrgia de histerostomia com certa urgência. O que conversei com meu marido e ele disse que eu não me preocupasse ( pois sou igual a criança: nunca gostei que me cortem…), pois ele estaria comigo. Nesta mesma semana passei muito mal, fiquei internada e fiz uma cirurgia de urgência para retirar a vesícula, que tava muito “detonada”, seria por vídeo, mas infelizmente pela gravidade não deu. Tudo bem. Daqui a três meses faria a outra. Estava com 20 dias de repouso em casa, quando recebí a notícia que meu marido havia falecido em um acidente automobilistico, voltando de viagem de uma cidade próxima à nossa. Isso dia 04/04/2011, e ele só tinha 43 anos de idade. Dia triste, dia muito triste! Era difícil acreditar, pois 10 minutos antes do acidente eu havia falado com ele no celular e estava tudo bem. Desde então tenho sobrevivido à esta imensa dor, que nunca imaginei que fosse tão forte e profunda. Perder sua metade, seu companheiro, seu cúmplice nesta vida…Tem horas em que se sente que não perdeu só sua metade, mas perdeu sua vida também…´Mas enfim, em julho passei pela outra cirúrgia, que devido ao meu estado emocional não cicatrizou bem e fiquei afastada do meu trabalho por mais três meses além do previsto, a fim de que o corte “fechasse”. Tem momentos em que precisamos e desejamos ficar bem para o restante das coisas fluirem, mas nem sempre conseguimos, às vezes a tristeza, o desânimo fala mais alto.Hoje graças à Deus estou bem de saúde.
    Dia 16 de janeiro, faríamos 24 anos de casados e como ando meio sozinha em casa, pois meus dois filhos estão trabalhando, tenho pensado muito em como seria nossa vida futura, como ele está, quando e se vamos nos reencontrar…
    Por coincidência hoje, quando fui fazer uma visita ao cemitério, duas senhoras me pararam para ler uma passagem da bíblia, e teve uma palavra, que fiquei em dúvida do significado. Entrei no Google para pesquisar o significado desta palavra (não me pergunte qual, pois já não me lembro mais), e como uma coisa leva à outra, acabei encontrando este blog, que lí e gostei muito da energia boa que tem e da sua história de superação, que com certeza, fortalece aos leitores.
    Valeu pela iniciativa!
    Abçs,

    • Que coisa né Cida? A palavra nem vem mais ao caso, mas você chegou aqui e eu estou lendo sua história. Sabe, quand o Zé morreu eu também levei uma saraivada de acontecimentos de saúde que me derrubaram e me fizeram parar por algum tempo. Eu acho que a pancada é tão forte que a gente fica assim debilitada geral mesmo, na alma e no corpo. A palavra que nos leva a procurar e dar ajuda e a encontrar na dor de quem sofre do mesmo algum conforto é solidariedade.
      Um beijo!

  42. oi meu nome é luzia e eu tbm perdi meu marido,hoje esta fazendo 12 dias,mas pra mim parece um eternidade.
    Estavamos casados a 2 e 7 meses e uns dias,mas tinhamos 4 anos 7 meses e uns dias de convivencia.Eu o conheci qndo tinha 12 anos,ele tinha 14 na epoca,entao começamos a namorar no dia 18 de maio de 2007,no dia 10 de maio de 2009 passamos a morar juntos,eu com 14 anos e ele com 16.Nos eramos felizes a gente se amava mto,ele sempre se preocupava comigo,era carinhoso e cuidadoso.
    no ultimo natal,um carro bateu na moto dele,ele ficou por 5 dias na .u.t.i,e no dia 31/12/11 eu recebi a pior noticia,Meu amor tinha me deixado.Ele nao resistiu e faleceu as 6:20 da manham. comecei o ano enterrando quem eu mais amei nessa vida…

    • Luzia, você tem 17 anos? Que tristeza. Eu sei como são importantes esse dias contados, cada um que a gente passa junto com quem ama. Você deve estar naqueles dias sem saber o que fazer da vida. Bem, eu fiquei assim, paralisada. Vai com calma, respeita o seu tempo, seus sentimentos e seja legal com você. ceite todos os colos possíveis, você vai precisar…e reza. Beijo.

      • sim tenho 17 anos,os outros perguntam mas vc é tao nova e ja é viuva? sim eu sou! ainda ta bem dificil seguir em ele,mas agora ja estou melhor,rezo tdos os dias e pesso pra deus me dar forças,eu ate evito de ficar triste ou de chorar pq ele nao gostava de me ver assim,mas eu sei q com o tempo eu vou me acostumar a ficar sem ele,é isso vou me acostumar com a ausencia dele mas nunca vou me conformar com a ausencia dele.

  43. infelizmente acabo por passar pelo mesmo…tenho 34 o meu marido faleceu de ataque cardiaco tb dentro do hospital…á espera do resultdo das analises….pois os medicos em portugal acham que aos 39 anos ning tem problemas de coraçao…..
    estou perdida neste mundo sem o meu companheiro de 15 anos….percebo-a perfeitamente….doi mt….bjinhos

  44. Oi meu mome é Sandra. Pesquisando a Internet altas horas da noite descobri o seu Blog. Eu sou viuva a três meses. Meu marido lutava a anos com problemas cardiácos , mas vinha sempre superando as dificuldades. Tanto que grande parte dos nossos amigos nem sabiam que ele tomava uma série de remédios todos os dias. Eu vivi com ele durante 23 anos e tenho 4 filhos. Um com 20 anos, outro com17 e os gêmeos de 7 anos.O que me chamou minha atenção que mesmo o caso do meu marido ser conhecido e de ser atendido sempre pela Unimed , os médicos não perceberam que ele tinha um infecção na prótese da vávula cardiaca, ou seja, meu marido acabou morrendo de infecção e não do problema que tinha há anos.
    Não posso deixar de pensar que o médico errou totalmente o diagnóstico e quando descobriui era tarde demais.
    Convivo com dor dia após dia pois amava muito meu marido. Mas com tantos filhos e trabalhando como professora 40 horas semanais, só posso dizer uma coisa tenho pouco tempo para me lamentar.
    Um
    abraço e obrigada por me deixar desabafar!

    • Sandra, é horrivel esse negócio de ficar remoendo as falhas humanas. Imaginar com seria se tivessem feito o certo, se isso, se aquilo. É uma droga imaginar que um “se” poderia ter evitado uma morte. Só que isso não leva gente a lugar algum a não ser ao da angústia. Estou falando como se não fizesse isso, eu faço, me vejo a todo momento naquela mesma cena vendo o Zé morrer e falo alto assustada: Não!
      E não resolve nada, só me vem aquela sensação horrível que sai após algum exercício respiratório e de controle dos pensamentos ruins.
      Que bom que você tem um monte de filhos e de horas de aula para dar. Esse é o caminho mesmo. Viver e deixar o tempo passar.
      Um beijo!

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